Dimensionamento da frota de navios de derivados claros para cabotagem: proposta de modelo de otimização

Autores

  • André Augusto Soares Vieira Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Silvio Hamacher Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Iuri Martins Santos Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.14295/transportes.v25i3.1315

Palavras-chave:

Dimensionamento de frota de navios, Transporte marítimo, Logística do petróleo, Transporte industrial.

Resumo

O setor de Óleo e Gás depende fortemente do transporte marítimo para movimentar grandes volumes de petróleo e derivados. Neste sentido, este artigo propõe um modelo de programação linear inteiro misto cujo objetivo é dimensionar o tamanho da frota e o porte dos navios para o transporte de derivados claros restritos à navegação de cabotagem de uma empresa real. O modelo proposto auxiliou os programadores a definir quantos navios são realmente necessários para atender os compromissos assumidos dentro de um horizonte de planejamento pré-estabelecido. Comparando este resultado com o número de navios já contratados e disponíveis, pode-se, eventualmente, liberar navios para realizar viagens de longo curso, evitando assim a contratação de navios em Voyage Charter Party para este fim, além de reduzir a sobre-estadia nos períodos de baixa movimentação, quando a frota contratada se torna superdimensionada.

 

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

André Augusto Soares Vieira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Mestre em Engenharia de Produção pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio e Engenheiro de Produção no Abastecimento da Petrobras.

Silvio Hamacher, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Dr. Silvio Hamacher é Professor Assistente do Quadro Principal. Ingressou no Departamento de Engenharia Industrial em 1996. Membro das Áreas de Concentração Transporte e Logistica e Gerência de Produção.

Histórico:

  • Doutorado em Pesquisa Operacional, 1991 – 1995, Ecole Centrale Paris, França;
  • Mestrado em Engenharia Industrial, 1988 – 1991, COPPE-UFRJ, Brasil;
  • Graduado em Engenharia Produção Civil , 1983 – 1987, PUC-Rio, Brasil.

Iuri Martins Santos, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Mestrando em Engenharia de Produção no Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio. Bacharel em Engenharia de Produção pela PUC-Rio.

Referências

Bakkehaug, Rikard; E. S. Eidem; K. Fagerholt e L. M. Hvattum (2014) A Stochastic Programming Formulation for Strategic Fleet. Transportation Research Part E: Logistics and Transportation Review, v. 72, p. 60-76.

Brown, G. G.; G. W. Graves e D. Ronen (1987) Scheduling Ocean Transportation of Crude Oil. Management Science, v. 33, n. 3, p. 335-346. DOI: 10.1287/mnsc.33.3.335

Christiansen, M.; K. Fagerholt e D. Ronen (2004) Ship Routing and Scheduling: Status and Perspectives. Transportation Sci-ence, v. 38, n. 1, p. 1–18. DOI: 10.1287/trsc.1030.0036

Christiansen, M.; K. Fagerholt; B. Nygreen e D. Ronen (2007) Chapter 4 Maritime Transportation. In: Barnhart, C. e G. Laporte (eds.) Handbooks in Operations Research and Management Science, Transportation, v. 14, p.189–284. DOI: 10.1016/S0927-0507(06)14004-9

Christiansen, M.; K. Fagerholt; B. Nygreen e D. Ronen (2013) Ship Routing and Scheduling in the New Millennium. European Journal of Operational Research, v. 228, n. 3, p. 467–483. DOI: 10.1016/j.ejor.2012.12.002

CNT (2016) Anuário CNT do Transporte: Estatísticas consolidadas – Transporte Aquaviário. Confederação Nacional do Trans-porte, Brasília, DF.

Dantzig, G. B. e D. R. Fulkerson (1954) Minimizing the Number of Tankers to Meet a Fixed Schedule. Naval Research Logistics Quarterly, v. 1, n. 3, p. 217–222.

Diz, G. S. D. S.; F. Oliveira e S. Hamacher (2016) Improving maritime inventory routing: application to a Brazilian petroleum case. Maritime Policy & Management, v.44, n.1, p. 42-61. DOI: 10.1080/03088839.2016.1216622

Gundegjerde, C.; I. B. Halvorsen; E. E. Halvorsen-Weare; L. M. Hvattum e L. M. NonåS (2015) A Stochastic Fleet Size and Mix Model for Maintenance Operations at Offshore Wind Farms. Transportation Research, Part C, v. 52, p. 74–92. DOI: 10.1016/j.trc.2015.01.005

Hoff, A.; H. Anderson; M. Christiansen; G. Hasle e A. Lokketangen (2010) Industrial Aspects and Literature Survey: Fleet Composition and Routing. Computers & Operations Research, v. 37, n. 12, p. 2041–2061. DOI: 10.1016/j.cor.2010.03.015

Mulder, J. e R. Dekker (2014) Methods for Strategic Liner Shipping Network Design. European Journal of Operational Research, v. 235, n. 2, p. 367–377. DOI: 10.1016/j.ejor.2013.09.041

Nunes, P. M.; F. Oliveira; S. Hamacher; P. Hamacher; W. Teixeira e F. Munck (2010) Análise do Planejamento de Abastecimento da Cadeia de Petróleo no Brasil. Rio Oil & Gas Expo and Conference 2010, IBP, Rio de Janeiro, RJ.

Pantuso, G.; K. Fagerholt e L. M. Hvattum (2013) A Survey on Maritime Fleet Size and Mix Problems. European Journal of Operational Research, v. 235, n. 2, p. 341–349. DOI: 10.1016/j.ejor.2013.04.058

Pelizaro, C. (2008) Dimensionamento de Frota em uma Empresa de Petróleo Integrada. Dissertação (Mestrado em Engenharia Industrial) –

PUC-Rio. Rio de Janeiro, RJ, junho de 2008.

Rocha, M. R. S. (2012) Distribuição de Petróleo no Mercado Internacional: Um Instrumento de Suporte à Decisão Baseado em Estudo de Caso Prático. Dissertação (Mestrado Profissional em Engenharia de Produção) – PUC-Rio. Rio de Janeiro, RJ, no-vembro de 2012.

Ronen, D. (1983) Cargo Ships Routing and Scheduling: Survey of Models and Problems. European Journal of Operational Research, v. 12, n. 2, p. 119–126. DOI: 10.1016/0377-2217(83)90215-1

Ronen, D. (1993) Ship Scheduling: the Last Decade. European Journal of Operational Research, v. 71, n. 3, p. 325–333. DOI: 10.1016/0377-2217(93)90343-L

Saraceni, P. P. (2006) Transporte Marítimo de Petróleo e Derivados. Editora Interciência, Rio de Janeiro.

Steffensen, M. A. (2012) Maritime Fleet Size and Mix Problems: an Optimization Based Modeling Approach. Dissertação (Mestra-do em Marine Technology) – NTNU. Trondheim, Norway, junho de 2012.

UNCTAD (2016) Review of Maritime Transport: The long-term growth prospects for seaborne trade and maritime businesses. United Nations Conference on Trade and Development, United Nations, Geneva, Switzerland.

Xinlian, X.; L. Shu-Fan; J. Zhuo-Shang e C. Shengfu (1989) Study and Application on the Linear Model of Fleet Planning. Ship-building of China, v. 3, p. 59–66.

Xinlian, X.; W. Tengfei e C. Daisong (2000) A Dynamic Model and Algorithm for Fleet Planning. Maritime Policy & Management, v. 27, n. 1, p. 53–63. DOI: 10.1080/030888300286680

Zeng, Q. e Z. Yang (2007) Model Integrating Fleet Design and Ship Routing Problems for Coal Shipping. In: Shi, Y.; G. D. van Albada; J. Dongarra e P. M. A. Sloot (eds.) Computational Science – ICCS 2007. Beijing, China.

Downloads

Publicado

2017-10-29

Como Citar

Vieira, A. A. S., Hamacher, S., & Santos, I. M. (2017). Dimensionamento da frota de navios de derivados claros para cabotagem: proposta de modelo de otimização. TRANSPORTES, 25(3), 75–89. https://doi.org/10.14295/transportes.v25i3.1315

Edição

Seção

Artigos Vencedores do Prêmio ANPET Produção Científica